
Existem cinco elementos principais que sustentam os esforços para prevenir úlceras nos pés:
- Identificar o pé em risco.
- Inspecionar e examinar regularmente o pé em risco.
- Educar o paciente, a família e os profissionais de saúde.
- Garantir o uso rotineiro de calçados adequados.
- Tratar fatores de risco para ulceração.
Uma equipe devidamente treinada de profissionais de saúde deve abordar esses cinco elementos como parte do cuidado integrado para pessoas com alto risco de ulceração (Estratificação de risco IWGDF 3).
- Identificar o pé em risco
A ausência de sintomas em pessoas com diabetes não exclui a doença; elas podem apresentar neuropatia assintomática, DAP, sinais pré-ulcerativos ou mesmo uma úlcera. Examinar anualmente pessoas com diabetes com risco muito baixo de ulceração dos pés (Estratificação de risco IWGDF 0) para sinais ou sintomas de PSP e DAP, visando identificar se elas estão em risco de ulceração, inclui fazer o seguinte:
- Histórico: úlcera/amputação anterior de membros inferiores, claudicação.
- Estado vascular: palpação dos pulsos dos pés (pedioso e tibial posterior).
- PSP: avalie com uma das seguintes técnicas:
– Percepção de pressão: monofilamento de Semmes-Weinstein de 10 g.
– Percepção de vibração: diapasão de 128 Hz.
Importante: o atendimento viabiliza identificar se a pessoa possui muito baixo, baixo, moderado ou alto risco de desenvolver uma úlcera em seus pés. A detecção precoce do pé em risco para ulceração favorece a atuação antecipada e planejada do profissional, principalmente na implementação de medidas para o retardo do aparecimento da complicação.
*Por Thuane Espinosa – Enfermeira, Podiatra e Educadora em Diabetes.