
A tecnologia evoluiu nos últimos anos, sendo muito importante para o diagnóstico assim como para o controle dos pacientes portadores de Diabetes. Novas insulinas, bombas de Infusão, sensores, aplicativos, sites, monitores de glicose, gerenciamento de glicemia e outros tantos produtos estão chegando ao mercado e tornaram-se ferramentas que contribuem efetivamente no tratamento dessa doença, que aflige cerca de 12 milhões de brasileiros. Há aproximadamente uma década, já ocorrem anualmente os Congressos Europeu e Americano de Tecnologia em Diabetes e, no período de 12 a 14/03/2015, a Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD, realizou o SITEC – Simpósio Internacional de Tecnologias em Diabetes, na cidade de São Paulo, com a participação de renomados palestrantes nacionais e internacionais. Dentre as novidades apresentadas: destacamos a insulina Afrezza – Laboratório Sanofi Aventis (insulina nasal que dispensa as aplicações injetáveis sub cutâneas), nova calculadora Accu-check Performa Conect – Laboratório Roche (armazena os resultados da glicose na nuvem e calcula a necessidade de insulina pela contagem de carboidratos), novo glicosímetro Flash Glucose Monitoring – Laboratório Abbott (Através de um pequeno filamento de 4 mm inserido sob a pele do antebraço, de forma indolor, conectado a um transmissor de dimensão de uma moeda, a leitura das taxas de glicose ocorre de forma ininterrupta. Basta aproximar o leitor, mesmo por cima da roupa, que o valor da glicemia aparecerá no visor, quantas vezes forem necessárias), o Holter de Glicose – iPro2 – Medtronic (realiza a monitorização contínua da glicose, feita por meio de um sensor colocado no tecido subcutâneo, o iPro2, permite o registro das glicemias de 24 horas, com um total de 288 medidas diárias, por um período de 3 a 5 dias), as novas bombas de infusão de insulina Minimed Paradigm Veo e 640G System – Medtronic (suspendem a infusão de insulina automaticamente em situações de hipoglicemia – queda de glicose no sangue), e o Pâncreas Artificial apresentado pelo Dr. Thomas Danne, professor da Hannover Medical School , um dos mentores do projeto Dream do pâncreas artificial (sistema que utiliza um sensor de glicose sub-cutâneo que monitora os níveis de glicose e a bomba de infusão de insulina. Ambos são conectados por programas de computador que informa e calcula a quantidade de insulina a ser liberada para manter a glicemia dentro dos parâmetros normais. Desta forma o paciente estaria livre da necessidade de realizar testes de glicemia capilar (ponta de dedo) e as várias aplicações diárias de insulina, com o potencial de melhorar significativamente sua qualidade de vida.

